Dra. Mariana Maldonado - Ginecologia, Homeopatia, Terapia Sexual

A pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte tem sido uma das principais manchetes dos jornais nos últimos meses. Como funciona esse método, o único capaz de prevenir a gravidez depois de uma relação sexual sem proteção?

A pílula anticoncepcional de emergência, também chamada de “pílula do dia seguinte”, é um método que as mulheres podem usar para evitar a gravidez depois de uma relação sexual sem proteção. Esta situação pode ocorrer quando: a mulher tem relações sexuais, mas não estava usando nenhum método anticoncepcional; acontece um acidente com o uso do método utilizado (a camisinha rompeu, rasgou; o diafragma saiu do lugar; a mulher esqueceu de tomar a sua pílula por 2 ou mais dias; esqueceu da data da injeção) ou em casos de violência sexual.

Apesar de estar aparecendo na mídia com freqüência nos últimos meses, este não é um método novo. Os primeiros relatos do seu uso datam de 1964 e de lá pra cá vem se modernizando, aumentando sua eficácia (é capaz de evitar a gravidez em 75 a 90% dos casos, dependendo do esquema utilizado) com menos efeitos colaterais para quem usa. É importante ressaltar que este não é um método abortivo e não é capaz de causar nenhum dano à mulher que por acaso utilizou o medicamento já estando grávida.

Estas pílulas podem ser tomadas em dose única, até 5 dias após a relação sexual sem proteção e, quanto mais cedo forem utilizadas (de preferência nas primeiras 24 horas), maior será a chance de se evitar uma gravidez não planejada. Na impossibilidade de utilização destes produtos, as pílulas comuns (combinadas de estrogênio e progesterona) também podem servir como anticoncepcionais de emergência, desde que contenham tipos e dosagens de hormônios específicos. Por isso, é fundamental a orientação de um profissional de saúde.

Algumas mulheres podem ter efeitos colaterais quando utilizam estes métodos (como enjôos, vômitos e dor de cabeça), mas que geralmente se resolvem em 24 horas. Apesar de não ter contra-indicações, estas pílulas não deve ser utilizada de rotina, e sim somente para os casos de EMERGÊNCIA, como nas situações descritas acima.

Na prática moderna do Planejamento Familiar, a pílula de emergência ocupa papel de destaque por ser a única capaz de evitar a gravidez depois da relação sexual. A utilização deste método é um direito das mulheres e da sociedade em geral, e não deve ser limitada por questões políticas, morais ou religiosas.

Mariana Maldonado
Mariana Maldonado é médica especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Sexologia Clinica, além de Pós Graduada em Homeopatia e com Certificado de Atuação na Área de Sexologia em Ginecologia e Obstetricia pela FEBRASGO. Dedica sua carreira à ajudar mulheres de todas as idades nos cuidados com a saúde nas diferentes etapas da vida!

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