Descubra as diferenças entre DIU de Cobre x DIU de Hormônio! Qual será o melhor?

A pergunta que não quer calar: Qual será o melhor?

Com essa nova onda de “viver a vida sem hormônios”, um número cada vez maior de mulheres têm buscado alternativas não hormonais para evitar a gravidez, seja por medo dos possíveis riscos à saúde, de sofrer com os efeitos colaterais ou simplesmente querer conhecer como o seu corpo funciona sem a ação do método hormonal.

Dentre as alternativas estão os Anticonceptivos Intra Uterinos que a maioria conhece com outro nome: Dispositivos Intra Uterinos – DIU. O DIU é uma pequena peça de plástico flexível de diferentes formatos e tamanhos (em T, Y ou ferradura) revestida com cobre ou hormônio, que precisa ser colocada dentro do útero para impedir a gravidez.

Ele pode ser inserido em qualquer período do ciclo menstrual, desde que excluída a possibilidade de gravidez. Aliás, alguns médicos recomendam a colocação durante o período menstrual exatamente por esse motivo, além de ser mais fácil inserir. É meninas…colocar o DIU não é um procedimento tão fácil assim e para algumas mulheres pode ser bem doloroso.

Aqui cabe dizer que o DIU só pode ser inserido e retirado pelo médico treinado no procedimento para diminuir as chances e risco de complicações, como a perfuração uterina e as infecções.

Método de longa duração e alta eficácia (mais de 99% de proteção da gravidez), ele pode permanecer dentro do útero por 5 a 10 anos, dependendo do modelo e tipo escolhido.

No Brasil, apenas alguns modelos estão disponíveis para a venda. Os mais conhecidos e utilizados são os de cobre do tipo T 380. O Tcu 380 Ag – de cobre com um núcleo de prata – chegou ao Brasil recentemente e tem sido propagado como uma novidade promissora em relação a diminuição dos efeitos colaterais como o aumento das cólicas e do sangramento menstrual, mas isso não é bem verdade.

Ele só é novidade aqui no Brasil – existe há mais de 40 anos – e a única coisa de diferente que ele faz é evitar a fragmentação do cobre quando ele está dentro do útero, o que é evento muito raro. Com relação aos efeitos colaterais, ele é igual ao T de cobre tradicional.

Os Cu-375 tem um formato de ferradura e pode ser encontrado no tamanho padrão e também no mini, mais adequado para caber em úteros menores. O DIU revestido com o hormônio progesterona tem o nome comercial de MIRENA e até o momento é único no mercado brasileiro.

tipos de diu

A grande vantagem dos DIUs é que funcionam independente da mulher, ou seja, não é necessário lembrar de usar! Podem ser retirados a qualquer momento, com restabelecimento imediato da fertilidade.

E QUEM PODE USAR O DIU?

 

A princípio, qualquer mulher pode ser candidata ao DIU, pois são poucas as contra indicações. Os DIUs são métodos seguros, bem tolerados e ao contrário do que muita gente pensa, ele não está contra indicado para mulheres que nunca tiveram filhos.

É isso mesmo que você leu!

Isso é um mais mito, dentre tantos outros quer cercam esses anticoncepcionais e que dificultam e muito a ampliação do acesso. Existem inúmeros estudos mostrando que, ao contrário do que muita gente pensa e alguns profissionais ainda orientam, os DIUs (de cobre ou hormônio) não aumentam os riscos de desenvolver uma doença inflamatória pelvica / infertilidade, nem tem mais chances de expulsão em núliparas (termo usado para as mulheres que nunca tiveram filhos).

Prova disso é que desde 2014, a Academia Americana de Pediatria e o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia recomendam os métodos reversíveis de longa duração – LARC (DIU e implante subdérmico) – como métodos preferenciais para evitar a gravidez entre as adolescentes, na sua maioria nulíparas.

Como aqui no Brasil as coisas ainda demoram um pouco para acontecer, só mais recentemente é que o Ministério da Saúde passou a ampliar o acesso ao método a esse público. Para a escolha do DIU, o tamanho uterino acaba sendo mais importante do que a paridade.

COMO ELES FUNCIONAM?

 

Sem nenhum tipo de interferência hormonal, a ação básica do DIU de cobre é em cima dos espermatozoides. O cobre tem um efeito espermaticida, matando ou imobilizando os espermatozoides ainda dentro do canal vaginal impedindo assim o seu encontro com o óvulo e por consequência, a fecundação.

Atua também no endométrio (camada mais interna do útero), causando um processo inflamatório local que não prejudica o corpo, mas torna o ambiente hostil a sobrevivência do espermatozoide. Dependendo do tipo de modelo de DIU, ele pode durar de 5 a 10 anos dentro da mulher.

O DIU de hormônio, apesar de conter progesterona no seu revestimento, tem uma ação bastante localizada dentro do útero e também impede a gravidez dificultando ou impedindo a fecundação.

A progesterona deixa o muco produzido pelo colo do útero muito mais grosso do que o normal, fazendo um efeito de “tampão” no local, impedindo a entrada dos espermatozoides para encontrar o óvulo.

Além disso, a progesterona deixa o endométrio bem fino o que também dificulta o processo. Tem muito pouca ação no restante do corpo da mulher se for comparado a uma pilula por exemplo, mas não dá para dizer que é inexistente. O DIU de hormônio tem uma duração de 5 anos dentro do útero.

Com isso mais um mito cai por terra: o de que o DIU é abortivo, uma vez que ele atua predominantemente na fase anterior a fecundação.

QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS?

DIU DE COBRE: aumento das cólicas, do fluxo menstrual e do número de dias de sangramento, sangramentos irregulares e aumento do corrimento vaginal natural. Mulheres que naturalmente sentem mais cólicas e tem um fluxo maior podem não ser boas candidatas ao método. A alergia ao cobre é um efeito raro, mas possível.

DIU DE HORMÔNIO: redução ou suspensão do sangramento menstrual, sangramento de escape eventual, espinhas, dor de cabeça, diminuição da libido, mamas doloridas, retenção de líquido com ganho de peso em alguns casos.

Mulheres que estão entrando na menopausa, tem maior fluxo ou sofrem com cólicas e aquelas que tem doenças como a adenomiose ou endometriose podem se beneficiar com esse tipo de DIU.

Importante lembrar que muitos desses efeitos são temporários e tendem a normalizar dentro de 4-6 meses após a colocação. Portanto, é preciso ter uma certa dose de paciência quando isso acontece!

PRECISO FAZER ALGUM EXAME ANTES DE INSERIR O DIU?

Precisa sim! Antes do procedimento é necessário fazer a avaliação médica com uma boa história clínica e colocar alguns exames em dia como: ultrassonografia transvaginal para identificar possíveis situações que dificultem ou contra indiquem o método, BHCG para verificar se a mulher está grávida antes de inserir, preventivo do câncer do colo do útero (papanicolau) e exames para rastrear outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) como a Clamidia e a Gonorreia.

Uma boa parcela das mulheres está infectada com Clamidia sem saber, pois na maioria das vezes essa infecção não dá nenhum sintoma, mas mesmo assim ela está lá. Essa bactéria é a maior responsável pela Doença Inflamatória Pélvica, o que pode levar a infertilidade.

Por isso, o rastreio pré inserção é tão importante. Imagine só: inserir um DIU em uma mulher que esteja contaminada com essa bicha sem saber? O problema pode ficar grande!

E DEPOIS DE INSERIR?

 

Para quem escolhe usar o método é fundamental manter a frequência regular ao ginecologista, no mínimo 1x ao ano para fazer o controle do DIU e o rastreio de algumas IST´s.

Se ele se deslocar pode aumentar as chances de expulsão e de falha do método!

MAS AFINAL, QUAL É O MELHOR: O DIU DE COBRE OU O DIU DE HORMÔNIO?

Acho que depois de ter lido tudo isso e assistido ao vídeo, você terá condição de chegar as suas próprias conclusões, não é mesmo? Se ainda ficou com alguma dúvida, esse é o momento para marcar com o Ginecologista e se informar!

Se já está decidida, aí é que a hora de marcar mesmo e fazer a avaliação final para ver se você tem alguma restrição e isso só mesmo consultando o médico pessoalmente. Fica a dica!

Fique ligada, pois toda quarta-feira terá um vídeo novo aqui no site e em meu canal do youtube. <- assina aqui.

 

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