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Bexiga dolorosa: Como ela pode afetar a sua vida?

Saiba tudo sobre essa doença crônica, de difícil diagnóstico e que pode prejudicar a qualidade de vida das mulheres na faixa dos 40 anos!

Você já ouviu falar em Síndrome da Bexiga Dolorosa? Sabe como ela pode afetar a sua vida?

Imagina o desespero: viver com uma sensação constante de peso ou dor em baixo ventre que piora quando a bexiga está cheia e melhora parcialmente ao esvaziá-la, junto a uma vontade urgente e frequente de urinar 24 horas por dia.

Coloque aí também uma dor e sensibilidade maior na região vaginal, que pode piorar com a menstruação e durante a relação sexual, dificultando ou até impedindo o ato.

Visualizou?

Parece muito com a cistite das infecções urinárias que conhecemos, certo? Pois é!  Só parece…mas não é!

Você vai ao médico, faz exames de urina, toma os remédios prescritos e não melhora. Os sintomas continuam lá.

Aí você troca de médico, faz mais exames e tratamentos, te viram do avesso e nada resolve. O quadro permanece o mesmo, no máximo com períodos de melhora ou piora e se arrastam por semanas, às vezes até meses!

Com o tempo e a persistência dos sintomas, você se isola de tudo e de todos a ponto de evitar até sair de casa para não passar aperto!

Pois você pode sofrer de uma condição pouco conhecida, de difícil diagnóstico e que pode comprometer e muito a qualidade de vida: A Síndrome da Bexiga Dolorosa, também conhecida como Cistite Intersticial.

Ela é causada por uma inflamação crônica das paredes da bexiga, sem causa aparente. Mais de 90% das pessoas que sofrem com essa Síndrome são mulheres brancas, com idade média de 40 anos.

Sabe-se que alguns fatores estão fortemente ligados ao disparar das crises:

  • Estresse crônico;

  • Traumas e fatores emocionais;

  • Hábito de fumar;

  • Consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ácidos como frutas cítricas, pimenta, café, chá, refrigerantes;

Exatamente por não ter causa aparente é que o diagnóstico é tão difícil. A pessoa pode peregrinar por muito tempo até saber o que tem e poder tratar.

Como é feito o diagnóstico?

O primeiro passo é procurar o/a Ginecologista e relatar o que sente, contar a sua história. O diagnóstico é baseado nos sintomas e na realização de exames para excluir outras doenças. A cistoscopia – exame que olha a bexiga por dentro – pode ajudar na identificação da reação inflamatória.

Mas e quanto ao tratamento? Será que essa doença tem cura?

Não, infelizmente não tem cura, mas quanto mais cedo se identificar o problema será possível controlar a intensidade e frequência das crises.

Para começar, é fundamentar mudar alguns hábitos alimentares e de vida. Reconhecer e evitar situações que possam estar ligadas ao aparecimento das crises é o primeiro passo!

Fisioterapia pélvica, medicações antidepressivas para ajudar no controle da dor e a homeopatia podem ser boas opções de tratamento, mas isso só mesmo o médico para prescrever e orientar qual a melhor solução para o seu caso!

Por isso é que eu sempre digo: fique atenta aos sinais do corpo, pois ele fala! Aprenda a ouvi-lo com atenção e valorize o que ele te mostrar! Isso ajuda e muito a evitar problemas!

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